De 31 de outubro a 7 de novembro, a mostra
competitiva nacional de longas-metragens do IX Panorama Internacional Coisa de
Cinema traz para Salvador e Cachoeira filmes ainda inéditos na Bahia que têm se
destacado no circuito de festivais. Entre os destaques da seleção, estão três
dos filmes mais premiados na última edição do tradicional Festival de Brasília.
Morro dos Prazeres (foto), Avanti Popolo e Exilados do Vulcão.
Para Cláudio Marques, coordenador do Coisa de Cinema, a premiação dos filmes em
outros festivais não é tão determinante para a escolha. “É muito mais
importante a qualidade de reflexão que o filme gera, assim como ver a
diversidade deles todos juntos, como cada um aponta para determinado lugar e
formam um corpo”, afirma. “Este ano, a gente está muito feliz com a qualidade,
força, potência e personalidade, sobretudo, dos longa-metragens. O cinema
brasileiro de uns quatro anos pra cá mudou muito. Antes a gente tinha
dificuldade de formar uma seleção de filmes que a gente admirasse. Hoje posso dizer
que alguns filmes que a gente gosta muito também ficaram de fora”, completa
ele.
Os longas serão exibidos juntamente com os curtas nacionais e internacionais em
competição. Em Salvador, as exibições acontecem no Espaço Itaú de Cinema –
Glauber Rocha e em Cachoeira na UFRB. As sessões serão seguidas por uma
programação de debates com diretores e outros membros das equipes de produção
dos filmes. Serão cerca de 60 convidados nacionais e internacionais, entre
eles, Júlio Bressane, Hilton Lacerda, Fernando Coimbra, Marcelo Gomes, Cao
Guimarães e Irandhir Santos.
Filmes de 13 países integram a mostra competitiva internacional de curtas:
Eslováquia, Islândia, Croácia, Tailândia, Irã, França, Holanda, Alemanha, Reino
Unido, Suíça, Chile, Argentina e Portugal. Da competitiva nacional de curtas,
participam ficções, documentários e uma animação de seis estados. Para a
competitiva baiana, foram selecionados três longas-metragens e seis curtas.
Outro destaque da programação é a mostra com cinco filmes restaurados de Alfred
Hitchock, entre eles, Disque M para Matar, em 3D. O festival conta com o
patrocínio da Petrobras (R$ 100 mil) e do Governo do Estado da Bahia, através
do Fundo de Cultura (R$ 300 mil, verba que ainda não foi repassada).
Informações de Sineinsite

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