30 de junho de 2015

O futuro da indústria naval na Bahia (Por Adary Oliveira)

Por Adary Oliveira

Passados os primeiros momentos da tempestade causada pela turbulência do Petrolão, o céu começa a clarear e dar esperanças de que a bonança está por chegar nos mares da Bahia. A indústria de construção e reparo naval parece estar buscando sustentação não só nas águas calmas, abrigadas e profundas da Baía de Todos os Santos, mas também no amparo de legislação montada para viabilizar projetos da Petrobras e que agora socorre empresas que acreditaram no potencial do setor e nas vantagens comparativas que a natureza depositou no Recôncavo Baiano.

Os dois principais projetos puxadores da indústria naval na Bahia, estaleiro Unidade Paraguaçu – BA, na localidade conhecida como Enseada do Paraguaçu, e o canteiro de obras São Roque do Paraguaçu, construído em 1976 pela Petrobras, ambos em Maragogipe, estão sendo construídos e ampliados, respectivamente, por uma nova empresa, Enseada Indústria Naval S.A.

Nas duas unidades, que estão em fase adiantada de montagem, poderão ser fabricadas sondas de perfuração offshore, módulos, topsides para navios-sonda, plataformas de produção, navios de apoio, FPSO e jaquetas, além de sitio de docagem para reparo naval. São sócios da Enseada a japonesa Kawasaki Heavy Industries, com 30% do total, e a brasileira Enseada Indústria Naval Participações S.A. Esta última controlada pelas brasileiras-baianas Odebrecht (50%), OAS (25%) e UTC 25%).

O fato do setor naval estar aquecido e atravessar momento de forte demanda por equipamentos de exploração e produção de petróleo e gás, aliado à existência de condições locacionais e fiscais favoráveis ao investimento, além da presença da experiente Kawasaki na sociedade, tornam o projeto altamente atrativo, superando os percalços advindos do envolvimento das três brasileiras na operação Lava Jato. A carteira de encomendas de US$ 6,5 bilhões para a construção de seis sondas de perfuração para o pré-sal e a construção do estaleiro, que no pico de admissões atingirá 15 mil empregos diretos e indiretos, ficou ameaçada quando a contratante intermediária, a Sete Brasil, que está prestes a ser substituída nos projetos da Bahia pela Kawasaki, viu fazer água em suas fontes de recursos com a suspensão dos US$ 10 bilhões prometidos pelo BNDES.

Contudo, pelo menos três fatores agem como protetores do projeto e certamente serão objeto de negociações da Kawasaki com empresários locais e com o governo. O primeiro deles é o uso do Repetro. Regulado pela Lei nº 9.826/99 permite que se realize exportações com a saída ficta do território nacional, ou seja, o bem não precisa sair do território nacional. O produto é pago em moeda estrangeira a empresa com sede no exterior, sendo considerado exportado para os fins fiscais. Assim, a Enseada poderá fazer a exportação ficta das sondas para a Kawasaki no Japão sem que elas saiam daqui. Em seguida, a Kawasaki poderá alugar o equipamento para que a Petrobras possa usá-lo no pré-sal.

Como na exportação ficta não há incidência de impostos e o aluguel é realizado sob admissão temporária, quase nada se paga de tributos. Apenas, para citar um dos tributos, o ICMS que seria cobrado pelo estado da Bahia, de 17% por dentro e 20,48% por fora, resultaria na colaboração do governo de valor equivalente a uma plataforma para cada cinco fabricadas pela Enseada. O município de Maragogipe ficaria fora dessa isenção e cobraria os impostos municipais.

O segundo fator, que reduz substancialmente o custo de fabricação, é derivado do fato de a Enseada poder trazer componentes fabricados pela Kawasaki, ou por seus parceiros no exterior, com a isenção de impostos concedidos pelo regime drawback, já que o componente importado vai ser usado na fabricação de um bem final que posteriormente vai ser exportado. Vale salientar que esses componentes não são fabricados no Brasil e são os mais caros, por incorporarem tecnologias mais sofisticadas.

O terceiro fator protetor, igualmente importante, é o emprego de profissionais locais, tradicionalmente de menor remuneração, na confecção das partes mais intensivas em mão de obra e menos intensivas em tecnologia. Tenho convicção de que, apesar das concessões feitas parte a parte, não se poderia ingressar no curto prazo no sofisticado e altamente competitivo mundo dos negócios da construção de grandes plataformas e embarcações, por outro caminho.

Cabe à Enseada elaborar programa bem feito e disciplinado de absorção de tecnologia e, juntamente com o governo, encontrar uma via que assegure crescente elevação do conteúdo nacional dos bens aqui produzidos. Que a Kawasaki seja bem-vinda e que fortaleça, ainda mais, a amizade existente entre brasileiros e japoneses que habitam pontos diametralmente opostos do planeta.

Adary Oliveira

Doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, Espanha
E-mail: adary347@gmail.com

Aluguel no Recôncavo Baiano tem valorização de até 60%

Por Gilson Jorge (A Tarde)

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que completa 10 anos de fundação no próximo dia 29 de julho, está ajudando a dinamizar o mercado imobiliário nas cinco cidades da região em que está presente. A chegada de professores e estudantes, além de gente que chegou para trabalhar em grandes obras, como o Gasoduto do Nordeste e o estaleiro Enseada Indústria Naval, em Maragogipe, tem mudado a paisagem em algumas cidades. O aluguel, em alguns lugares, valorizou-se em 60%, fora os casos em que o preço foge de qualquer lógica econômica.

Em Santo Antônio de Jesus, considerada "capital" do Recôncavo", há 16 empreendimentos imobiliários em construção, entre loteamentos e condomínios, sendo comercializados pela corretora Mário Assis, pioneira da cidade. A crise econômica esfriou momentaneamente o apetite por compras, mas o mercado de aluguel continua aquecido.

"Quem vem como professor ou estudante normalmente só parte para comprar algo depois de três ou quatro anos, quando tem certeza de que vai ficar por mais tempo", avalia o corretor de imóveis Mário Assis, um dos pioneiros do setor e dono de uma das maiores corretoras da cidade.

Assis destaca que o comércio tradicionalmente pujante de Santo Antônio de Jesus já havia criado uma elite econômica que, muitas vezes, prefere investir em imóveis em Salvador e em outras capitais brasileiras. Mas a chegada do campus da UFRB e a construção de um estaleiro em Maragogipe trouxeram um novo fôlego ao mercado imobiliário local.

Com uma nova classe média surgida na última década, Santo Antônio de Jesus ganhou projetos de prédios de 12 andares, como o Torre Inglesa, e já possível ver anúncios de apartamentos na cidade por R$ 370 mil. "Mas o que tem se destacado por aqui é a oferta de loteamentos e condomínios", afirma Mário Assis. Sua corretora comercializa atualmente unidades em 16 empreendimentos imobiliários no município, desde projetos de alto padrão a conjuntos do Minha Casa, Minha Vida.

Lançado em 2014, o Arvoredo Castanheira é um condomínio fechado com academia de ginástica, piscina com raia para prática esportiva, espaço gourmet, brinquedoteca e áreas de lazer para idosos. O lote custou R$ 130 mil.

Parte desse movimento se deve à instalação da Enseada Indústria Naval (antigo Estaleiro Enseada do Paraguaçu), que levou milhares de profissionais para Maragojipe, a 79 quilômetros de Santo Antônio de Jesus, que herdou parte considerável das intenções de compra e construção de imóveis. "O movimento de venda caiu muito depois da crise, mas fui informado de que a situação vai se normalizar em fevereiro", disse Assis.

A Enseada Indústria Naval tem como sócias majoritárias a Odebrecht, a OAS e a UTC, empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, além da empresa japonesa Kawasaki.

Prédios verticais

Em Cruz das Almas, que abriga a reitoria da UFRB, a presença de imóveis de melhor padrão de construção desde 1975, quando foi inaugurada a Embrapa Mandioca e Fruticultura, que conta com um quadro fixo de 227 funcionários, sendo 70 pesquisadores de alto nível.

"A chegada da universidade ajudou a movimentar o mercado e hoje a cidade já tem até prédios verticais", assinala o corretor de imóveis Crispim Almeida, o primeiro a se estabelecer no ramo em Cruz das Almas e que, com o desenvolvimento do município, já vê jovens que foram seus estagiários atuarem como concorrentes no mercado. "Na verdade, somos parceiros", brinca Almeida.

Mesmo em cidades menos prósperas a pressão exercida pela chegada de instituições de ensino ou grandes empresas ajudaram a levar os preços de aluguel para patamares raros em uma cidade do interior da Bahia. Em Santo Amaro, que vai receber um núcleo de pesquisadores para averiguar os efeitos da contaminação ambiental por uma fábrica de chumbo, não é difícil ver proprietários pedindo R$ 1.200 pelo aluguel de uma casa de dois quartos com piscina. Uma tendência que, segundo fontes do mercado, foi inaugurada quando a Petrobras se instalou na região para construir o Gasoduto Sudeste Nordeste (Gasene), que cruza o Recôncavo a caminho de Catu.

Santo Amaro também tem sido procurada como moradia por estudantes de países como Moçambique e Angola que se matriculam no campus de São Francisco do Conde da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Em Cachoeira, a presença de tanta gente de fora depois da chegada da universidade levantou a discussão sobre a elitização da cidade histórica. Mas para os moradores de uma cidade que não oferece muitos postos de trabalho alugar a casa acaba sendo uma fonte de renda bem-vinda.

"As cidades que se tornam polos educacionais e de serviços de saúde se transformam em bons mercados imobiliários. É o que está acontecendo no Recôncavo", afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon), Carlos Henrique Passos.

Fonte: A Tarde

Deputado Isidório apresenta indicação para melhorias na estrada entre Maragogipe e São Félix

Com o objetivo de melhorar as condições de tráfego entre os municípios de Maragogipe e São Félix, o deputado Pastor Sargento Isidório (PSC) apresentou na Assembleia Legislativa indicação endereçada ao governador Rui Costa solicitando que viabilize uma obra que vai possibilitar maior fluidez, segurança e conforto, diminuindo o sofrimento, assaltos e riscos de acidentes para os usuários. Isidório afirmou que o trecho encontra-se em estado precário, apresentando declives, ondulações e buracos em toda sua extensão, causando dores lombares nos motoristas e motociclistas, principalmente aqueles que utilizam diariamente seus veículos como meio de subsistência, a exemplo de taxistas, moto taxistas, rodoviários e caminhoneiro “Sem contar o grande prejuízo causado por quebra e desgastes de peças e pneus, como também o risco de assaltos”, disse O deputado afirmou que a diminuição de velocidade por conta da mal conservação dessa estrada prejudica diariamente as pessoas que têm compromissos agendados, como viagens, audiências, entrevistas de emprego, consultas médicas e dentárias, serviços de emergência como Samu. “A obra vai beneficiar também àqueles que precisam chegar em seus locais de trabalho e estudo, principalmente através do serviço público de transporte”, completou.

Fonte: Alba


27 de junho de 2015

São João de Maragojipe revive antigas tradições


O Forró do Cais 2015 foi de paz, segurança e muito arrasta pé. As bandas que subiram ao palco nas duas noites de shows animaram o público de maragogipanos e turistas. O São João de Maragojipe reviveu as antigas tradições. As brincadeiras juninas como, o quebra-pote, o pau de sebo e as quadrilhas foram atrativos a mais no tradicional forró Maragogipano.

O cantor Virgílio foi homenageado pela prefeita Vera Lúcia durante o show. O forrozeiro, que faz aniversário nesta sexta (26), recebeu uma placa em homenagem aos 25 anos de participação no Forró do Cais. Entre as atrações da edição 2015 também estiveram Apimentada, Júlio César, Tatay Guerreiro e a banda X-10 que encerrou os shows da última noite.

No dia de São João (24), houve apresentação das quadrilhas Forrozão de Coqueiros, adultos e infantil, além da quadrilha da Melhor Idade. 


Fonte: Ascom Maragojipe

Postagem Relacionadas do Blogger.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...